Após décadas de sofrimento animal, o veganismo ganha força para garantir o respeito aos seres sencientes. Milhões de pessoas estão tomando consciência que é preciso mudar. O planeta não aguentará mais todas as formas de exploração, os recursos estão se esgotando. Neste artigo, o ativista Alta Almeida explica mais sobre este despertar da humanidade.
*Por Alta Almeida
No momento em que escrevo esse pequeno artigo, rodeios estão acontecendo em várias cidades brasileiras. Ocorre também a “farra-do-boi”, no sul. Rinhas de galo e cães. Galgos são explorados em corridas e, quando não suportam mais a rotina estressante, são em grande parte largados à mingua, pendurados em uma árvore para morrerem enforcados.
Golfinhos são massacrados na Ilha de Taiji, no Japão. Touradas executam lentamente touros, em eventos na Espanha e alguns outros países da Europa. Galinhas são escravizadas em cativeiros que, além da rotina estressante de serem comprimidas em pequenas gaiolas, sofrem o processo de debicagem, onde têm seus bicos cortados ou queimados, para não se machucarem devido a esse mesmo estresse.
No momento em que escrevo, burros e cavalos são explorados cruelmente, puxando carroças em várias cidades brasileiras. Vacas são confinadas e mantidas grávidas incessantemente, para a exploração de seu leite e bezerros, fruto da gravidez constante. Seus filhotes são presos e executados, para o uso da sua carne, a vitela.
Pássaros são aprisionados em gaiolas por mero prazer de tê-los presos. Cães vagueiam perdidos pelas ruas (só no Brasil existem mais de 20 milhões). Animais são mantidos escravos em zoológicos, apenas pelo prazer de exibi-los. Porcos vêm ao mundo apenas para serem abatidos.
Esse é um pequeno aperitivo do especismo praticado pelo homem no planeta, do inferno que ele impõe aos outros seres. São mortos, a cada minuto, milhões de animais pela indústria voraz dos alimentos, da moda, calçados, pelo agronegócio e por todo tipo de derivado da exploração animal.
Respeito aos animais: o surgimento do veganismo
Um dia, por volta de 1950, na Sociedade Vegetariana de Londres, alguém se pronunciou e falou que não comer carne era bom. Mas, se pensássemos em todos os seres, teríamos que parar com a dependência de sua exploração.
Surgiu, então, o Veganismo. Qualquer que seja sua espiritualidade, o vegetarianismo estrito é a opção efetiva de salvação do mundo. Porque ele olha para os seres ao seu redor e conclui que todos têm direito à vida, a conviverem com os seus iguais. Todos têm direito à luz do sol, ao verde dos campos, aos rios.
O veganismo propõe uma nova ótica: enxergarmos o planeta como um todo inseparável. Animal humano e não humano e seu relacionamento estreito junto a todo o restante da natureza, e considera que esse conjunto tem direito à felicidade. Cada um com sua própria identidade merece viver livre.
Esse destino para a raça humana é inexorável e, como menciona a doutora em ética e filósofa Sonia T.Felipe, por bem ou por mal, a raça humana terá que mudar, porque esgotamos todos os recursos do planeta.
Concluindo, estamos à beira de encerrarmos um ciclo. Esperamos que a nova etapa seja dessa forma: com respeito, amor e uma convivência harmônica de toda a vida no planeta.
Libertação animal, já!
Sobre Altair Almeida
Altair Almeida é engenheiro eletrônico, profissional de marketing, escritor, radialista e vegano. Apresenta o programa “Veganismo, um novo mundo é possível” na rádio Transcendental.
Ativista da causa animal, também é organizador no Brasil dos grupos Save Movement e Direct Action Everywhere.
Contatos:
– Site São Paulo Animal Save: http://thesavemovement.org/
– Facebook São Paulo Animal Save: – Instagram São Paulo Animal Save:
– Site Direct Action Everywhere São Paulo: http://directactioneverywhere.com
– Facebook: Direct Action Everywhere São Paulo: – Instagram Direct Action Everywhere São Paulo:
*Fonte: Alta Almeida
* Imagem: NOAA/National Geographic
Obs: O conteúdo deste artigo é de responsabilidade do autor.
Discussão2 Comentários
Simplesmente maravilhoso.
Muito importante voce ler tudo
Olá, Marilza!
Sim, excelente artigo do Alta Almeida e muito pertinente, como sempre.
Grande abraço,
Equipe Mimi Veg