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Votação do projeto que proíbe exportação de animais vivos é adiada em SP

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O projeto de lei 31/2018, que visa proibir a exportação de animais vivos, teve sua votação adiada na sessão desta terça-feira (26). O PL estava marcado para ser votado na data, a partir das 16h30.

Mais de 300 ativistas estavam na ALESP (Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo) há 12 horas, para poder acompanhar o processo e pressionar a decisão em prol dos animais. Muitos vieram de outros estados, como Minas Gerais e Rio de Janeiro.

Os deputados colocaram em pauta outros temas, postergando os votos do PL 31/2018. O ato surpreendeu negativamente o público, que esperava um resultado. A sessão foi encerrada por volta das 21h30, sob manifestações dos presentes.

Defensores da proibição da exportação de animais vivos alegam manobra política

Para o deputado Feliciano Filho (PRP-SP), autor do PL 31/2018, o pleito foi adiado por uma estratégia política. Ele afirma que tentou reverter a situação. “Quando percebi a manobra, pedi prorrogação da sessão ordinária por mais duas horas e meia. Novamente tentaram derrubar o PL31, pedindo verificação de presença, pois acreditavam que não teríamos quórum. Para surpresa deles, deputados favoráveis ao projeto atenderam ao nosso chamado e vencemos por 65 votos a zero”, informa.

Outros deputados, como Célia Leão (PSDB-SP), Roberto Tripoli (PV-SP), João Paulo Rillo (PSOL-SP) também se esforçaram para que o projeto de lei fosse realmente votado na data marcada, mas sem sucesso.

Com o adiamento, o PL será debatido nesta quinta e, caso seja aprovado, seguirá para a sanção do Governador do Estado de São Paulo, Márcio França (PSDB-SP). Ele declarou apoio ao banimento da exportação de animais vivos em suas redes sociais, em 18 de junho, dias antes da sessão.

PL 31/2018 foi criado depois de polêmica com navio destinado à Turquia

O projeto de lei 31/2018 foi proposto após os acontecimentos no Porto de Santos, em fevereiro, quando 25 mil bois foram exportados vivos, em condições de higiene e tratamento médico questionáveis, segundo testemunhas. Os animais tinham destino à Turquia, onde seriam abatidos após enfrentar horas de viagem.

A situação em que se encontravam os animais revoltou representantes de ONG’s, ativistas e a sociedade civil. Ao longo dos meses que se seguiram após o episódio, diversos atos em repúdio à exportação ocorreram e deputados e ativistas envolvidos com a causa se mobilizaram para proibir a prática no Estado de São Paulo.

*Fontes: ;  Mercy for Animals;

*Imagem: Eline Bélier



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