Um estudo realizado pelo grupo Ocean Cleanup descobriu que as redes de pesca compõem 46% do lixo plástico encontrado nos oceanos. Quando descartados no mar, os objetos se tornam verdadeiras armadilhas para os animais. Os itens podem ser até mesmo fatais a eles.
*Por Aleksandra Padja para o One Green Planet
Os plásticos descartáveis são responsáveis por uma porcentagem significativa dos resíduos não biodegradáveis que entram nos oceanos. Acabar com o consumo imprudente e descarte de plástico é importante para proteger nosso planeta. Mas, uma nova pesquisa descobriu que os itens do dia a dia não são o único lixo no oceano.
Na verdade, eles não compõem a maioria dos plásticos oceânicos. Uma pesquisa do grupo Ocean Cleanup (leia aqui) descobriu que 46% do plástico do Pacífico é de redes de pesca.
As chamadas “redes fantasmas”, ou redes de pesca descartadas, provam ser uma preocupação especial, uma vez que produzem um impacto negativo na economia, bem como nos habitats marinhos em todo o mundo.
Uma vez descartadas, as redes de pesca passam a fazer parte da soma total dos resíduos plásticos não biodegradáveis no oceano e se tornam uma grande ameaça para os animais marinhos. Peixes, mamíferos marinhos e outros animais ficam facilmente emaranhados nas redes flutuantes. Os resultados desses acidentes são muitas vezes fatais.
Redes de pesca são as maiores poluidoras dos oceanos
Em comparação com as 42.000 toneladas métricas de megaplásticos encontrados no lixo pelos cientistas, as quantidades de outros tipos de poluentes foram consideravelmente menores. Cerca de 20.000 toneladas de macroplásticos (como caixas ou garrafas), 10.000 toneladas de mesoplásticos (incluindo tampas de garrafas e espaçadores de ostras) e aproximadamente 6.400 toneladas de microplásticos (fragmentos de objetos de plástico).
Isso não quer dizer que mesmo essas quantidades menores não sejam uma quantidade ridícula de desperdício. Mas, em comparação, elas representam menos do total.
Como a pesca contribui em grande parte para a poluição global de plásticos oceânicos, as empresas pesqueiras e de frutos do mar devem ser pressionadas a mudar suas práticas.
Enquanto isso, uma das únicas coisas que podemos fazer seria eliminar o consumo de frutos do mar completamente.
Este passo reduziria o desperdício da rede de pesca, além de diminuir a quantidade de espécies marinhas retiradas dos oceanos. Segundo a Organização para a Alimentação e a Agricultura, cerca de 80% dos estoques mundiais de peixes estão “totalmente explorados, esgotados ou em estado de colapso”.
Reduzir o uso do plástico também pode ajudar a conservar os oceanos
Considerando que dependemos de um oceano saudável para produzir a maior parte do oxigênio na Terra, não podemos minimizar a importância de deixar os peixes em seu habitat natural e deter o desperdício de plástico desenfreado. Como o Capitão Paul Watson (leia aqui) disse muitas vezes: “Não existe marisco sustentável em um mar agonizante”.
Reduzir a quantidade de plásticos e usá-los de maneira sensata é uma das coisas mais eficazes que podemos fazer. Assim, poderemos ajudar o planeta e inspirar os outros a fazer o mesmo.
*Fonte: One Green Planet
*Imagem: divulgação