Olá pessoal! Vamos começar uma nova jornada sobre a causa animal, agora, junto aos amigos do Mimi Veg. Obrigado a todos do Mimi Veg pela oportunidade e, em especial, à querida Patrícia Arantes.
*Por Alta Almeida
Enquanto escrevo, estamos vivendo um momento de uma luta que, de um lado, é árdua, difícil, sofrível, principalmente para os animais. Por outro lado, é um momento que toda a causa animal, que era tão desagregada, juntou forças para lutar contra o embarque de animais nos portos de São Paulo. Essa luta já vai para a sua oitava semana de ocupação na ALESP (Assembleia Legislativa de São Paulo). São vigílias atravessando as madrugadas, caminhadas incessantes pelos 3 andares da ALESP buscando apoio de deputados, principalmente os mais reticentes. Além disso, plantões diários, alegrias, incentivos mútuos, tristezas e frustrações.
A causa animal deu um pequeno passo à frente, pois estamos aprendendo algo diferente: o jogo que os políticos jogam e são mestres nisso, as promessas que não se cumprem, o sim que camufla o não, o não que pode ser um talvez ou um sim. Aprendemos também que temos que estar presentes sempre. Lá, onde se fazem nossas leis há, digamos, dinossauros pré-históricos perfeitamente instalados em sua empáfia e arrogância. Montam seus próprios reinados, seguidores e dinastias. Ali, assumem filhos, sobrinhos, perpetuando-se em um poder que, teoricamente, é do povo, mas, na verdade, é um poder oligárquico que se finge de democracia.
PL 31: lição para ativistas e causa animal
A luta pelo projeto de lei 31 tem sido uma lição ao ativismo brasileiro e, principalmente, ao ativismo paulistano. Estamos aprendendo o bê-á-bá do jogo dos políticos, a ser mais tolerantes, compassivos e, também, que onívoros podem participar de nossas lutas quando identificados pelo mesmo fim.
Mudamos? Sim, amadurecemos e há uma longa jornada ainda à nossa frente. Por enquanto, entre erros e acertos, vamos seguindo em frente, buscando cada vez mais a maturidade e a união.
Isso remete a outro assunto citado pela psicóloga americana Claire Mann em seu livro Vystopia. “Seremos sempre os veganos indignados que não aceitam o restante dos seres humanos e da sociedade e sofrem com isso, ou em um determinado momento entenderemos que só poderemos conquistar o outro, o onívoro, se entrarmos em sua ótica, se o aceitarmos como ele é para depois mostrar-lhe as verdades do veganismo, do abolicionismo e da libertação animal?”.
Talvez, o que tenhamos que perceber é que, como veganos, não somos melhores que ninguém, pois se olhamos qualquer ser como diferente, nos tornamos especistas, não é? Pode ser que o maior pilar do veganismo seja a humildade em relação ao mundo e o inter-relacionamento entre os seres. Somos iguais e, talvez, essa seja a maior alegria de ser vegano, nos reconhecendo como iguais, não há
por quê nos vermos como alguém melhor que o outro. Somos iguais e temos um novo horizonte para mostrar da forma correta, com compaixão, aceitando o outro como ele é, assim como queremos ser aceitos.
Vamos caminhar para um mundo novo de liberdade, igualdade e abolição animal.
Libertação Animal Já!
Sobre Altair Almeida
Altair Almeida é engenheiro eletrônico, profissional de marketing, escritor, radialista e vegano. Apresenta o programa “Veganismo, um novo mundo é possível” na rádio Transcendental.
Ativista da causa animal, também e organizador no Brasil dos grupos Save Movement e Direct Action Everywhere.
Contatos:
– Site Sao Paulo Animal Save: http://thesavemovement.org/
– Facebook Sao Paulo Animal Save:
– Instagram Sao Paulo Animal Save: @spanimalsave
– Site Direct Action Everywhere Sao Paulo: http://directactioneverywhere.com
– Facebook: Direct Action Everywhere Sao Paulo:
– Instagram Direct Action Everywhere Sao Paulo: @directactioneverywheresaopaulo
*Fonte e imagem: Alta Almeida
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