Mimi Veg – Tudo sobre o universo vegano

Entrevista com Oberom, professor de yoga e ativista pró-consciência

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É com imensa alegria que compartilhamos com vocês nossa entrevista com Oberom! É formado em Educação Física, pós-graduado em Nutrição Humana e Saúde, mineiro, vegano, escritor, professor de Yoga, ativista pró-consciência, facilitador do Processo de 21 Dias e plantador de árvores. Ministra palestras e workshops sobre temas relacionados à Consciência Prânica, Yoga e veganismo.

Quando Oberom aceitou o convite do Mimi Veg para uma entrevista, ficamos muito felizes! Ele é um dos porta-vozes atuais do veganismo no Brasil e é uma satisfação ter sua participação aqui na seção “Entrevistas” do portal. Oberom tem uma vivência única com Yoga. Ele consegue estabelecer relações entre essa filosofia e o veganismo, como é possível verificar em seu livro “Vegan Yoga”, publicado em 2014.

Assista ao vídeo (clique ) que Oberom fez para o nosso  (aproveite para se inscrever!) e saiba mais sobre a trajetória, opiniões e inspirações dessa grande referência para todos nós na entrevista a seguir:

1- Você é vegano desde criança? O que é veganismo em sua opinião?

Sou vegano desde os 20 anos de idade, hoje tenho 33 anos. Nasci e cresci lactovegetariano, muito em função dos meus pais seguirem os preceitos do Yoga. No final das contas, meus irmãos e eu nos tornamos veganos antes de nossos pais. Felizmente, hoje todos são veganos!

A postura vegana é aquela onde há empenho diário para libertar os animais não humanos de qualquer tipo de exploração. Isso se estende ao animal humano e à natureza, em função de ser uma postura ética. E ética não pode ser exclusivista ou condicional. Se há ética, esta é aplicada em todos os âmbitos da vida.

Oberom

Talvez não se alcance o ideal, mas há um contínuo esforço para se aproximar dele. Logicamente, a postura vegana se expressa muito na forma de se alimentar, não ingerindo nada proveniente da exploração animal, uma vez que é a principal causa de exploração dos animais no mundo e também porque é a forma de boicote que está ao alcance de todos.

É diário e interfere diretamente na política, na economia e na vida dos animais. Diferentemente de outras ações, que são muito importantes, mas que não estão tão acessíveis a todos, tais como o boicote a medicamentos que são testados em animais ou mesmo o uso de veículos que contêm componentes extraídos dos corpos de animais.

2- Conte para nós como é o seu dia a dia e de que forma as atividades que vivencia contribuem na realização de uma vida mais integrada e feliz.

Viajo muito, passo bem menos tempo do que gostaria em casa. É bem agitado mesmo, não tem nada zen. Tudo em função do ativismo pró-consciência, que envolve questões de ordem humana, ambiental, mas, principalmente, o ativismo animalista, que vai contemplar os dois pontos anteriores. Então, me motiva, me mantém envolvido com isso a maior parte do tempo.

Quando estou em casa, tenho a oportunidade de cuidar da horta, colocar mais sementinhas na terra, jejuar, ficar em silêncio, deitar na rede com minha companheira e ficar assistindo o verde. É bom, recarrega. Mas, é curto e já estou na frente do computador escrevendo e já viajando…

Então, para me manter bem, centrado, vibrando alto, para que de verdade eu possa alcançar o coração das pessoas e descortinar a empatia que existe nelas, eu medito, todos os dias. Pratico Yoga sempre que possível, me observo muito, evito ao máximo os julgamentos e agradeço muito.

É preciso estabelecer em si um lugar onde exista paz. É importante visitá-lo, é importante nutri-lo. É o nosso santuário interno. Se nós não cultivamos isso, vamos nos enchendo de ódio, estrangulamos nossa tolerância e deixamos de plantar boas sementes. Pelo contrário, geramos afastamento e discórdia. Isso não ajuda em nenhuma causa e não nos permite ser feliz. Eu sou feliz!

Conheça na entrevista com Oberom um pouco sobre suas obras publicadas:

3- Você escreveu os livros Viajando na Luz, No fluir da Felicidade e Vegan Yoga. De forma resumida, o que cada obra apresenta e como você percebeu que precisava levar todo esse conhecimento para as pessoas?

O Viajando na Luz conta uma das épocas mais transformadoras de minha vida, que envolve o Processo de 21 Dias e outras iniciações. É um relato de viagem, quando vivi por nove meses a experiência de estar entregue e deixar o Universo guiar. Foram 13 países da Europa e a Índia, com quase nada de dinheiro e uma mochila cheia de fé.

OberomNo fluir da Felicidade é um relato também, mas, dessa vez, um estudo mais fino, sobre as pessoas que se dedicam exclusivamente à busca por uma compreensão maior e a realização de suas missões enquanto encarnados e a busca por Deus. Foram seis meses viajando os interiores da Índia, os místicos lugares nos Himalaias e mais um mês e meio entre Nepal, Butão, Egito, Israel e outros países da Europa.

Dois livros que envolvem muitas experiências, que envolvem reflexões sobre a postura vegana. O que me motivou a publicá-los foi ver as pessoas desesperançosas, assassinando seus sonhos em função da crença de que precisam ter para ser. O Vegan Yoga veio pela urgência. É um instrumento de propagação de Paz e Consciência. É um livro técnico, baseado nos shastras do Yoga, nos estudos científicos disponíveis e em minhas reflexões.

4- Fale sobre a Consciência Prânica, o Processo de 21 Dias e como eles podem ajudar as pessoas a viverem na frequência da felicidade.

A Consciência Prânica é o reconhecimento de que tudo que pensa, fala ou faz tem repercussão em você, no seu entorno e em um plano maior. Tem relação com autorresponsabilidade, com atenção plena, com Presença. Daí um contato mais forte com nossa essência e a manutenção de um padrão vibratório mais elevado.

O Processo de 21 Dias é uma ferramenta que pode ser utilizada dentro da Consciência Prânica. Tem esse intuito de fazer toda essa teoria repleta de subjetividade se tornar experiência; 21 dias sem comer e purificando camadas bem profundas do corpo físico, emocional e mental. As pessoas saem do retiro na frequência da felicidade e com ferramentas para manter isso.

5- Muitos desejam aderir ao veganismo e buscam a felicidade de formas variadas. Que dicas você daria para quem acredita que ser vegano é difícil, assim como viver na frequência da felicidade, principalmente quando se olha para a realidade dos animais?

Quando se olha para a realidade dos animais, ser vegano deixa de ser difícil. A dificuldade que ainda se tem é desenvolver essa empatia e se colocar de verdade no lugar desses animais não humanos. Acho que é bem motivador saber que todo o sistema mente pra você, que o modelo de saúde é uma mentira, que o conceito de diversão e prazer é uma mentira, que a forma de vida imposta a nós é uma mentira.

Acredito que as pessoas já se sentem sufocadas com tanta mentira e quase nenhuma perspectiva. Então, descobrir que você pode assumir uma postura que dá sentido para a vida e ajuda a desconstruir esse que sempre o enganou, é bastante motivador. Junto vem uma leveza de consciência, pois, de fato, está salvando vidas e logo (em poucos dias) já se começa a colher os benefícios físicos e essa sensação de preenchimento.

É um primeiro passinho, então, vem o trabalho com o próprio ego, os votos a serem assumidos, as práticas a serem adotadas. Eu recomendo um curso de meditação chamado Vipassana. Não é religioso, não depende de uma experiência prévia. Mas, é uma cirurgia, te coloca no presente, isso muda tudo em nossa vida.

Oberom *Oberom é formado em Educação Física e pós-graduado em Nutrição Humana e Saúde pela UFLA – Universidade Federal de Lavras. Tem especialização em Yoga pelo Instituto Lonavla (Índia) realizado através da FMU em São Paulo.

Além das palestras e workshops sobre temas relacionados à Consciência Prânica, Yoga e veganismo, trabalha como facilitador do Processo de 21 Dias no Portal Parvati, Minas Gerais. Ele também é autor dos livros Viajando na Luz, No Fluir da Felicidade e Vegan Yoga. Idealizador e diretor do documentário Muco, a ser lançado em 2018.

É professor de Yoga, registrado na Aliança do Yoga. Tem formações de Yoga no Brasil e um treinamento pelo PVA School of Yoga na Índia. Iniciado pelo Swami Prakashamayananda, do pensamento Advaita, do Sri Lanka.

Ao lado de sua família, pesquisa e experimenta a Consciência Prânica desde 2001, quando realizaram o Processo de 21 Dias.

Já promoveu mais de mil palestras e workshops, entre países das Américas, Europa e Ásia.

 

Contatos:

– Site: http://www.conscienciapranica.com

– Email:

– Facebook:

– Instagram:

*Fonte e imagens: Oberom

 



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