Se você está tentando transformar o planeta em um lugar melhor de alguma forma, parar de comer carne pode ser uma grande atitude. Isso porque o consumo de produtos animais tem impacto direto no uso desenfreado dos recursos naturais.
Hoje, a indústria agropecuária é responsável por grande parte do desmatamento das reservas naturais, o que se tornam as chamadas “zonas mortas”. E para nós, brasileiros, existe ainda outro agravante, pois grande parte do desflorestamento da nossa Amazônia é decorrente da criação pecuária. E, se o consumo de carne continuar como está, ela poderá ser extinta muitos anos antes do que podemos imaginar.
Ou seja, capricho do homem em apenas se importar com o seu desejo de comer carne destrói habitats, extingue espécies e faz desaparecer a maior riqueza natural dos brasileiros.
O gado tem sido considerado o grande vilão das reservas naturais. Hoje, o Brasil mantém cerca de 200 milhões de bovinos. Há mais bois que pessoas. Desse rebanho, pelo menos 35% está na Amazônia. Para alimentar o gado, os pecuaristas desmataram uma área de 550 quilômetros quadrados, o equivalente ao Estado de Minas Gerais. Criados livres no campo, sem ração, os bois precisam todo ano de novas áreas derrubadas para a formação de pasto.
Além de devastar as florestas, a criação de gado também polui o ar. O gás metano liberado pelos rebanhos é quase 90 vezes mais nocivo do que os emitidos pela indústria de transportes e é uma das principais causas do efeito estufa.
O setor de transporte recebe maior parte da atenção pelo impacto do CO2 no nosso clima, mas a criação de animais produz por volta de 65% do óxido nitroso do mundo – um gás com potencial de aquecimento 296 vezes mais agressivo que o CO2. E, pasme, 567 bilhões de litros de metano são produzidos pela criação de gado no mundo, por dia.
Outro recurso que sofre com a agropecuária é a água. Enquanto o gasto do uso
doméstico é calculado por volta dos 5%, mais de 50% do consumo é destinado para a agricultura que produz grãos para alimentar o gado.
A cultura do consumo de carne no Brasil é muito forte. E a maior parte da população do país nem imagina que o corte da picanha assada no churrasco de domingo é responsável pela destruição de seu maior patrimônio natural. Não se pode transformar um costume tão enraizado em uma nação do dia para a noite, mas disseminar informação e os danos causados pela criação de gado para levar a conscientização para as pessoas é o primeiro passo para a mudança.
Para que você reflita melhor sobre o assunto, veja um trecho do vídeo em que a modelo Gisele Bündchen se emociona ao ver parte da floresta Amazônica devastada para a criação de gado: https://youtu.be/kN1MwNjzflk.
Salvar o meio ambiente não é uma missão fácil, principalmente por estarmos no ponto que chegamos. Mas, se cada um tomar consciência e mudar os hábitos alimentares, poderemos ver a mudança aos poucos e, quem sabe um dia, deixar nossos recursos naturais livres da destruição humana.
Com informações da revista Época e do portal Noo.
Imagens: divulgação/Catraca Livre (Gisele Bündchen)
Discussão2 Comentários
Como sabemos tudo é política, ninguém vai a público falar que a pecuária é o que mais polui o meio ambiente e o que mais contribui para o efeito estufa. Os governos fazem o que as indústrias querem. A mídia só sabe dizer que o povo é que tem q ser consciente, preserva e etc.. mas não dizem que a pecuária é quem mais polui. Isso é vergonhoso.
Olá, Alan. Tudo bem?
As pessoas realmente precisam se conscientizar sobre a necessidade de preservar o meio ambiente para que cada um faça a sua parte. E o governo, através de ações sérias e planejamento, trabalhar para que esse triste quadro reverta o quanto antes.
E realmente a pecuária é extremamente poluidora. No Mimi Veg, sempre compartilhamos estudos, pesquisas e notícias sobre a ação devastadora da pecuária no planeta.
Agradecemos sua contribuição e um grande abraço!
Equipe Mimi Veg